segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

E DEUS VIU QUE TUDO ERA BOM (Gên1,31)




Quaresma tempo de conversão,reflexão,recolhimento .Tempo de se pensar a fé e de fazê-la partícipe não só em nosso coração,em nossa vida,mas no coração e na vida de cada um que acredita sem precisar ver.

Quaresma ,tempo de aproximação com Deus ,tempo de aproximação com o irmão,de forma especial , com aquele que mais nos magoou, com aquele que mais nos fez sofrer,ou nos entristeceu.

Quaresma tempo de meditação , e de se perguntar se valeu o sacrifício , o sofrimento ,que Ele passou por causa de mim ,por causa de você.

Tudo isso nos remete a uma canção que diz :”Somos a igreja da paz,da paz partilhada do abraço e do pão”.E nos perguntamos interiormente,somos realmente essa igreja que partilha,que sofre e chora junto que divide as alegrias e tristezas,que se ajuda ,mesmo não tendo quase nada de si ou para si,mas que mesmo assim partilha ? Somos a igreja solidária que transforma e modifica a vida do outro, quando o percebe em tortos caminhos?

Esse é o tempo de nos fazer perguntas,é o tempo de refletirmos a vida,é o tempo que precisamos para uma revisão do que vivemos , tempo para uma tentativa de modificação interior,tempo este,que quando acabar ,vai nos mostrar se valeu ou não tanto meditar.

E é nesta caminhada de busca interior,de conversão diária que se faz o crescimento da fé pois fé , não se adquire em uma loja ,como se faz quando compramos uma roupa por exemplo.Ela brota em nosso coração,ela nos faz diferentes,ela nos faz mais fortes,mesmo sendo fracos ,ela nos faz caminhar por caminhos que sem ela não nos atreveríamos a trilhar.E de onde vem esta fé,que renova,transforma e ilumina.?Atrevamo-nos a perceber que ela começa, bem distante,quando o Senhor,em Gênesis 1,31 ,percebeu que “tudo o que havia feito era bom”.E ela continua quando Ele nos manda uma criança ,o Messias Salvador,que preferiu a pobreza do estábulo e o carinho dos humildes.e ela caminha um pouco mais,quando nas Bodas de Caná ,Jesus se revela,naquela que se caracteriza como sendo a segunda epifania ,ao transformar água em vinho , partindo dali para Sua caminhada de três anos em busca de nossa redenção. Após redimidos e lavados com o sangue do Cordeiro ,nos tornamos dignos de sermos chamados “filhos de Deus.”E tudo isso ,para revelar a cada um de nós,pecadores ,que a esperança paira no ar,que a salvação existe ,já que por nós Ele morreu e venceu a morte, porque para Ele tudo é possível .

E nós,que começamos falando de conversão e recolhimento , da importância de perdoar e ser perdoado ,terminamos falando d’Aquele que é o mais sublime,o mais profundo,o mais rico em doçura e em amor que jamais poderá existir . Falamos do Cristo ressuscitado ,do Cristo luz do mundo que ao apagar com seu sangue os nossos pecados,nos dá a esperança da vida na casa do Pai.Nos preparemos pois dignamente,para que ao final destes quarenta dias de oração e recolhimento,de meditação e reflexão, de jejum e entrega possamos gritar ao mundo:

Ressoem as trombetas ,pois uma estrela risca os céus Aleluia,Cristo ressuscitou, Aleluia...



Albina Ferreira da Silva







ESPIRITUALIDADE TRINITÁRIA E MISSIONÁIA



Em Cristo, somos novas criaturas, homens e mulheres que vivem sob a ação do Espirito Santo de Deus. O sentido da vida é dado não pelos impulsos naturais, nem somente pela razão, mas é concedido pelo Espírito Santo que habita em nós (Cf Rm 8,4). Viver segundo Deus, identificado com Cristo na força do Espírito (Cf. DGAE 240) é uma espiritualidade que tem sua fonte na Trindade.

A espiritualidade é uma aventura da fé! “Uma fé que nos permite descobrir que nunca atravessamos a aventura da vida humana sozinhos, mas sempre acompanhados, inspirados e fortalecidos pelo Espírito que o Pai, por Cristo, nos envia” (DGAE 2). Uma fé não para fugir, mas “que nos capacita a assumir a missão de Jesus Cristo de realizar, na história, o Reino de Deus” (DGAE). Este não é um caminho solitário, individual, mas filial, eclesial, comunitário, uma autentica espiritualidade de comunhão e participação.

A atividade missionária, enquanto legado de Cristo aos seus seguidores, exige uma espiritualidade específica, que diga respeito, a formar os discípulos e discípulas numa espiritualidade da ação missionária. Esta se baseia na docilidade ao impulso do Espírito, à sua potência de vida que mobiliza e transfigura toda as dimensões da existência, a fim de que o missionário e a missionária possam servir toda pessoa, revelando-lhe o amor de Deus manifestado em Jesus (RM 2).



A vocação e o compromisso de ser hoje discípulos e missionários de Jesus Cristo, requer clara e decidida opção pela formação dos membros de nossas comunidades, a favor de todos os batizados, qualquer que seja a função que desenvolvem na Igreja. Olhamos para Jesus, o Mestre que formou pessoalmente seus apóstolos e discípulos. Cristo nos dá o método: “Venham e Vejam” (Jo 1, 39). Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14, 6). Com Ele podemos desenvolver as potencialidades que há nas pessoas e formar discípulos missionários. O discípulo missionário, movido pelo estímulo e ardor que provém do Espírito, aprende a expressá-lo no trabalho, no diálogo, no serviço e na missão cotidiana.

Ao longo de sua história a Igreja, discípula de Jesus Cristo, é alimentada e fortalecida concretamente por esta espiritualidade, como uma voz profética na vida do povo e da comunidade, sempre num ato de confiança total no Espírito Santo, nos meios das rápidas transformações das sociedades e das culturas do nosso tempo, que desafiam profundamente a sua ação evangelizadora.

Movidos pelo estímulo e o ardor que provém do Espírito Santo, possamos ser, seja no trabalho, no diálogo e na missão cotidiana, novas criaturas que vivem sob a ação do Espírito Santo de Deus, descobrindo que nunca podemos viver sozinhos, mas sempre acompanhados, inspirados e fortalecidos pela comunhão Trinitária do Pai, nas novas relações humana do nosso dia-a-dia.

Pe Manoel Martins dos Santos Neto,SVD







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